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Cláudio Castro na mira da PF: ex-governador é alvo de buscas pela 3ª vez em 3 meses

Endereço de Cláudio Castro é alvo de busca da PF Desde que deixou o Palácio Guanabara, em março, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) viu...

Cláudio Castro na mira da PF: ex-governador é alvo de buscas pela 3ª vez em 3 meses
Cláudio Castro na mira da PF: ex-governador é alvo de buscas pela 3ª vez em 3 meses (Foto: Reprodução)

Endereço de Cláudio Castro é alvo de busca da PF Desde que deixou o Palácio Guanabara, em março, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) viu a Polícia Federal bater à sua porta três vezes em menos de três meses para cumprir mandados de busca e apreensão. As operações investigam suspeitas distintas, mas todas têm em comum o fato de colocarem o ex-chefe do Executivo fluminense no centro de apurações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A mais recente ocorreu nesta sexta-feira (14), quando Castro foi alvo da 2ª fase da Operação Sem Refino. A investigação da PF apura supostas irregularidades na concessão de licenças ambientais para a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Segundo os investigadores, o objetivo é esclarecer possíveis fraudes na liberação de autorizações para o complexo petroquímico e apurar indícios de lavagem de dinheiro ligada ao esquema. Esta é a terceira vez que agentes federais cumprem mandados de busca relacionados ao ex-governador desde maio. 15 de maio: suspeitas envolvendo a Refit ‘Cooptação integral do estado’: Castro atuou para ‘blindar’ Refit e favorecer esquemas de Magro, diz PF A primeira operação ocorreu em 15 de maio, na deflagração da Operação Sem Refino. Na ocasião, a PF investigava possíveis fraudes fiscais atribuídas ao Grupo Refit, controlado pelo empresário Ricardo Magro, considerado um dos maiores devedores tributários do país, que está foragido. Segundo a Polícia Federal, a empresa teria utilizado sua estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. Um relatório da corporação apontava ainda suspeitas de que Castro teria atuado para favorecer interesses do grupo empresarial durante sua gestão. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Castro acompanhou as buscas em sua residência na Barra da Tijuca, ao lado de advogados. Na época, sua defesa afirmou que ele foi surpreendido pela operação, negou irregularidades e disse que o ex-governador estava à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. 26 de maio: caso Rioprevidência e Banco Master Rioprevidência pôs R$ 80 milhões no Master um dia após Castro ir a degustação de uísque milionária paga por Vorcaro em NY, diz PF Onze dias depois, em 26 de maio, a PF voltou à residência de Castro. Desta vez, a ação fazia parte da 8ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga aportes bilionários do Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master. A Polícia Federal apura a aplicação de cerca de R$ 3 bilhões de recursos do fundo previdenciário estadual em produtos financeiros vinculados ao conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, hoje preso. A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, e cumpriu mandados no Rio de Janeiro e em Brasília. A defesa do ex-governador negou qualquer relação pessoal indevida com Vorcaro e informou que Castro acompanhou as buscas "com serenidade". 14 de agosto: nova fase da Sem Refino O ex-governador Cláudio Castro renunciou e foi cassado por abuso de poder Divulgação Nesta sexta-feira, a PF voltou a cumprir mandado de busca contra o ex-governador na segunda fase da Operação Sem Refino. Segundo os investigadores, o foco agora são supostas irregularidades em licenças ambientais concedidas à Refit. A corporação afirma apurar se autorizações para funcionamento do empreendimento foram emitidas à revelia de pareceres técnicos, além de investigar possíveis crimes de lavagem de capitais relacionados ao grupo empresarial. “A ação tem por objetivo apurar fraude na concessão de licenças ambientais para a refinaria, à revelia das diretrizes dos órgãos técnicos competentes, além de lavagem de capitais ligada ao esquema criminoso”, explicou a PF. Ao todo, foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão. Também são alvos da operação o ex-secretário estadual de Ambiente Bernardo Rossi e outros investigados. Entre os endereços estão condomínios na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, e em Petrópolis, na Região Serrana. Na semana passada, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revogou a autorização de funcionamento da Refit. Fora do cargo e sob investigação As três operações ocorreram depois da renúncia de Cláudio Castro ao governo do Rio, em 23 de março. O ex-governador deixou o cargo na véspera da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que resultou em sua inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Refit Reprodução/TV Globo Outras investigações Cláudio Castro responde atualmente a diferentes frentes de investigação e ações judiciais. As suspeitas são de corrupção, uso político da máquina pública e favorecimento empresarial durante sua gestão à frente do Palácio Guanabara – desde a época em que era vice do então governador Wilson Witzel. Castro foi alvo de: investigações de propina em contratos sociais da Fundação Leão XIII; participação no escândalo das folhas secretas da Ceperj; favorecer a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, do empresário Ricardo Magro, de atuar a favor das aplicações bilionárias – e suspeitas – do Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master, do banqueiro preso Daniel Vorcaro. Leia aqui em que pé cada uma das investigações está. O que dizem os citados Nota de Cláudio Castro “A defesa do ex-governador Cláudio Castro nega qualquer participação em irregularidades envolvendo a Refit e esclarece que o endereço alvo de buscas em Petrópolis não tem qualquer ligação com ele há meses. Atualmente, não há nenhum endereço ligado ao ex-governador na região. A defesa ainda desconhece o conteúdo integral da denúncia e dos elementos que fundamentaram a operação e aguarda que os advogados tenham acesso aos autos para se manifestar de forma mais detalhada. Todos os atos praticados durante sua gestão seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação. A gestão Cláudio Castro foi, inclusive, a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos realizasse pagamentos de dívidas com o Estado do Rio de Janeiro, em montante próximo de R$ 1 bilhão. Além disso, a Procuradoria Geral do Estado ingressou com diversas ações contra a empresa ao longo da gestão, demonstrando que o Estado atuou para cobrar os valores devidos e defender o interesse público.” Nota de Bernardo Rossi: "O ex-secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade Bernardo Rossi nega qualquer participação em irregularidades envolvendo a Refit e afirma que toda a sua atuação à frente da pasta se deu dentro da legalidade, seguindo as orientações técnicas e jurídicas de um amplo corpo de servidores da própria secretaria e de seus órgãos vinculados. Bernardo Rossi confia na Justiça e aguarda o acesso integral aos elementos da investigação para que os fatos possam ser devidamente esclarecidos. Reitera que sempre pautou suas decisões administrativas pelos critérios técnicos e legais aplicáveis à gestão pública. O ex-secretário repudia qualquer tentativa de associar seu nome a irregularidades e considera especialmente grave a utilização de acusações dessa natureza em pleno período eleitoral." O g1 tenta contato com os demais investigados.